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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A nova moral do funk

A nova moral do funk

Gênero modificou a natureza clandestina da pornografia


Marcia Tiburi

A afirmação adorniana de que após Auschwitz toda cultura é lixo não perde sua atualidade. Se, de um lado, a frase implica que a cultura não vale mais nada, de outro quer dizer que “lixo” é a melhor categoria explicativa da cultura como “aquilo que se rejeita”.

Mas vem significar também que cultura é a experiência do que sobra para os indivíduos levando em conta as condições socioeconômicas e políticas marcadas pela divisão de classes, de trabalho, de sexos, da própria educação dirigida de maneira diferente a pobres e ricos.

A partir da elevação do lixo à categoria de análise, podemos com tranquilidade ecológica (aquela que faz a separação dos descartáveis por categorias) partir para uma brevíssima investigação daquilo que se há de nomear como “moralina funk”, a performance corporal-sonora que se apresenta como o ópio do povo de nosso tempo.

Muito já se escreveu sobre o fenômeno que merece atenção filosófica urgente desde que se tornou a “cultura” que resta para uma grande camada da população de classes menos favorecidas econômica e politicamente.

Muitos afirmam que “o funk carioca também é cultura”, mas pouco comentam sobre seu sentido como capital cultural justamente porque seu único capital implica uma contradição: pobreza material e espiritual. Ou seja, capital nenhum.

Na ausência desse capital sobressai o que resta aos marginalizados. Eles descobriram o valor daquilo mesmo que lhes resta. Eis o capital sexual.

A performance da moralina funk depende desse capital sexual. Explorado, ele é a única mercadoria da consciência e do corpo coisificado. Seu paradoxo é parecer libertário quando, na verdade, é a nova moral.

Pornografia moralizante

Produto dos mais interessantes da sempre moralizante indústria cultural da pornografia, a esperteza do funk carioca é transformar em regra aquilo que foi, de modo irretocável, chamado por seus adeptos pela categoria do “proibidão”. A versão da coisa que não é para todo mundo.

A fórmula do funk é tão imbatível quanto a lei do estupro das histórias do Marquês de Sade. É o barulho como poder, ou melhor, violência. Nenhum ouvido escapa da moralina funk na forma de disfarçadas ladainhas em que as mesmas velhas “verdades” sexistas se expoem, como não poderia deixar de ser, pornograficamente.

A economia do proibidão

Mandamento sagrado da performance é que ninguém ouse imputar marasmo ao tão cultuado quanto profanado Deus Sexo.

Não existe uso da pornografia autorizado, pois a regra de sua moral é a clandestinidade. Daí a função do proibidão na economia política do funk. A história da pornografia oscila entre ser o outro lado da lei e ser apenas outra lei.

Foi isso que fez seu sucesso político em sociedades autoritárias contra o princípio publicitário que lhe deu origem. É o que está dado em sua letra: porno (prostituta) e grafia (escrita) definem, na origem, a mulher que pode ser vendida. E que, para ser vendida, precisa ser exposta.

A pornografia é, assim, uma espécie de exposição gráfica da mercadoria humana. Não é errado dizer que a lógica que transforma tudo em mercadoria tem seu cerne na “prostitutabilidade” de todas as coisas. Nada mais simples de entender em um mundo de pessoas confundidas com coisas.

Que a pornografia esteja ao alcance dos olhos, dos ouvidos, de todos os sentidos, exposta em todos os lugares, significa apenas que a regra do ocultamento foi transgredida. Mas implica também sua efetivação como publicidade universal. Isso explica por que ela não choca mais.

Na performance do funk carioca ela é altamente aceita em escala social. Seja pela pulsão, seja pela acomodação, se o imoral torna-se suportável é porque ele tomou o lugar da moral. É a nova moral.

A pornografia de nossos dias é tão bárbara quanto a romana pornocracia, com a diferença de que não temos mais nada que se possa chamar de política em um mundo comandado por regras meramente econômicas.

Daí que todo funkeiro ou seu empresário saibam que seu negócio é bom pra todo mundo.


Texto publicado em http://revistacult.uol.com.br/home/2011/11/moral-funk/

domingo, 6 de novembro de 2011

Bocas de Ceniza


Bocas de ceniza - Juan Manuel Echavarría from Otro on Vimeo.


"Bocas de ceniza, de Juan Manuel Echavarría, consiste em uma série de oito vídeos em que diferentes pessoas cantam a capella sua tragédia pessoal. Todos esses homens e mulheres são vítimas da violência e do deslocamento forçado como resultado da guerra interna na Colômbia, que dura já meio século e envolve a guerrilha, o exército e os paramilitares. Nas últimas décadas, essa interminável luta pelo controle do território tem sido financiada pelo dinheiro das drogas; e sua vítima principal é a população civil desarmada. Os cantos pessoais em Bocas de ceniza podem ser vistos como micro-histórias dos esquecidos, que contradizem a história triunfalista expressa nos hinos nacionais."


Em: http://www.bienalmercosul.art.br/artista/239

sábado, 8 de outubro de 2011

Seguindo no "Mundo de Sofia"

Sofia havia recebido outra carta, mas dessa vez foi diferente, ela viu quando uma criatura esquisita com olhos esbugalhados, sorriso sarcástico, uma cartola verde enorme, aproximadamente 1,45m de altura, largou a tal carta no correio e saiu correndo. Sofia achou que estava louca pois nunca havia visto durante os seus 14 anos tamanha loucura, mas foi até o correio e pegou a carta, então abriu e leu:
“Sofia, sei que pode achar loucura isso tudo, mas entenda que eu quero o seu melhor. Meu amigo Sócrates lhe entregou essa carta por um único motivo...se você quer descobrir qual, simplesmente passe o dia sem brigar, sem gritar, sem se preocupar, e quando for dormir relaxe, pense em coisas boas, memórias gratificantes, então saberá o motivo pelo qual lhe enviei tantas cartas com perguntas. Ass: /=/=/”
A garota achou esquisito, mas passou o dia sem gritar, brigar, sem se preocupar. Mas na hora de dormir ela realmente teve a tal surpresa, sentiu como se seu corpo estivesse se levantando sem ela poder controlar, flutuou com a sua alma bem alto até sentir algo lhe puxando para baixo com força. Então lembrou quando andou de bicicleta pela primeira vez, os machucados, as risadas... Finalmente chegou ao seu destino, uma sala branca com uma mesa enorme totalmente vazia. Sofia sentou-se na cadeira à espera de alguém, foi então que viu um homem branco com barba e roupas velhas, vindo em sua direção, não soube como agir, mas tentou falar:
Quem é o senhor?
Sou Deus, o Pai de todos vocês lá embaixo!
É sério? - falou gaguejando entre dentes.
Sim.
Bom, mas se você é Deus...tem todas as respostas que precisa, por que me mandou cartas com perguntas se você já tem todas as respostas?
É, sim, talvez eu tenha todas as respostas, mas gostaria de ver isso a partir do ponto de vista de uma garota, é ruim criar algo e não saber o que se passa dentro de sua cabeça, não saber se continua da mesma forma!
Eu não sei o que dizer... - falou Sofia.
Não diga nada criança, volte ao seu corpo. Viva, ame, lute, grite por todos que você ama, é só isso que eu quero que você faça, eu sei que você é forte o bastante para alertar todos sobre as suas forças interiores e o poder que todos vocês têm. Vocês são divinos, espalhe isso e seja feliz!
Como num piscar de olhos Sofia acordou. Ela se lembrava de tudo o que ouviu e tudo o que viu. No final do dia Sofia sentou em sua cama e pensou no que havia presenciado, foi então que percebeu que ela podia mudar a sua vida se acreditasse em todas as palavras que Deus disse. Um ano depois Sofia escreveu uma carta para Deus que dizia:
“Você é divino, você tem todas as armas que precisa, então lute por nós, porque isso tudo se tornou um inferno.
(em resposta a todas as suas perguntas)”

Érica Sena de Lima - turma C14

domingo, 2 de outubro de 2011

A verdade existe?

Será que é possível um ser humano conhecer a verdade?
A verdade é uma coisa que todo mundo quer saber até quando existe. Num relacionamento, a verdade tem que estar no meio para poder dar certo. Mas não é possível ver o mundo da forma verdadeira, eu acho que não tem como. O mundo é uma bola, mas será que tem como nós vermos essa bola que é o mundo? Mas não sendo somente o desenho. Essa ao menos é a minha pergunta.
O ser humano sempre está estudando alguma coisa quando não está pensando em alguma coisa. O ser humano sempre quer descobrir coisas novas, é por isso que existe a disciplina de filosofia: é onde as pessoas estudam para saber do passado. É assim que existe a filosofia e a história, porque as duas disciplinas explicam um pouco dessa pergunta.
Mas sempre vai ficar essa pergunta: A verdade existe mesmo?

Aline de Cassia Penha Amaro, aluna da turma C12

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A carne é fraca

O documentário "A carne é fraca" pode ser assistido em vários locais na Internet. O mais conhecido deles é o YouTube, onde está dividido em partes. O link da parte 3 é este:
http://www.youtube.com/watch?v=--w4Zr_iK_Q&feature=results_video&playnext=1&list=PL84CA7BAC8418D665

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O que é filosofia?

Refletir sobre o homem e sua condição no mundo seria uma primeira resposta. Pareceria, porém, objetivo demais, como se todo pensar alcançasse de fato o tatear dos mistérios que nos envolvem. O Filosofar é o que alcança este tatear, alcança o sutil emaranhado de problemas sob a superfície das coisas. No final, filosofar seria um alcançar do sentido para a existência, justificar nossa estadia nesse mundo, mesmo sabendo do pouco que podemos.

Por que sou aqui e assim? Por que, e isso é o mais importante, permaneço? Não sei, e por isso filosofia. 

*texto da época de faculdade numa aula de prática de ensino.

sábado, 3 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dolores protesta!

Texto para o desfile da "semana da pátria na Restinga", em 02 de setembro:


No dia 12 de agosto nosso aluno Juarez Fernando Oliveira Weber estava em uma lan house, na Restinga, às onze horas da manhã, e foi brutalmente assassinado. Ele não foi o único dos jovens da Restinga assassinados. São dezenas todos os anos.
Por isto estamos aqui nestre desfile vestidos de preto. O preto demonstra nosso luto pelo Juarez e por todos os jovens que morreram em meio à violência espalhada pelo bairro. Nosso luto é em respeito às famílias que choram seus filhos perdidos.
Nossos rostos estão pintados em forma de protesto.
Segurança já! Esta é nossa palavra de ordem!
Não estamos aqui para pedir. Estamos exigindo! É um absurdo que nossos jovens não possam caminhar livremente e em paz por nossas ruas.
A Restinga, um dos maiores bairros de Porto Alegre, só é bem tratada nas propagandas dos políticos. Na vida real a Restinga é carente de todos os serviços.
Basta caminhar pela Restinga para se observar o abandono. Mas o pior dos abandonos é a falta de segurança. O pior dos abandonos é não podermos caminhar em paz pelas ruas do bairro.
Uma pátria com medo não é uma boa pátria de se viver. Por isto estamos de preto. Por isto nossos rostos estão pintados. Por isto estamos desfilando em silêncio. Não há o que comemorar no dia de hoje.
Estamos aqui para protestar e exigir dos governos que façam seu trabalho. Não vai haver paz enquanto o Estado estiver ausente.
Não queremos a paz dos cemitérios!
Queremos a paz de caminhar sem medo, de estudar sem medo. A paz de andar livremente pela Restinga.
Estamos de preto e com os rostos pintados em protesto. Protesto contra os governos que esqueceram de nós. Nosso silêncio no Desfile da Semana da Pátria é um protesto. Não é esta a pátria que nós queremos!
Chega de violência! Segurança já!

domingo, 14 de agosto de 2011

Juarez


“Eu sei que determinada rua que eu já passei não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos, e que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que me despeço de uma pessoa pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez.
A morte surda caminha ao meu lado, e eu não sei em que esquina ela vai me beijar.” Raul Seixas



Todos nós sabemos da nossa finitude, que a morte um dia chegará até nós. Mesmo quem acredita em outras vidas ou coisas do tipo, sabe muito bem que esta vida é única.
Quando morre uma pessoa velhinha quase sempre nos conformamos. Ficamos tristes, sim, mas fica sempre aquela sensação de que o tempo fez o seu trabalho. Vamos no velório, choramos, mas os comentários são sempre aqueles do tipo “descansou”, “agora ficou em paz”. Se a pessoa fumava ou bebia muito, se tinha uma doença grave, nos confortamos com a ideia de que talvez a morte tenha sido a melhor solução. Não suportamos o sofrimento, por isso achamos que a pessoa ao morrer se libertou daquilo que a fazia sofrer.
Mas, e quando é um jovem que morre?
Não há consolo possível diante de uma criança ou um jovem morto. Se era doente, se sofria de uma enfermidade terrível...mesmo assim é quase impossível suportar a ideia de que a vida seja abreviada, que acabe tão cedo.
Um jovem que morre assassinado é um absurdo ainda maior. Não cabem justificativas. Nenhuma filosofia explica.

Nosso colega, amigo, aluno Juarez era um garoto de apenas 15 anos!
Acreditava em deus e cantava no coral da igreja. Estudava na C30 da escola Dolores e estava em seu primeiro emprego. O máximo que poderíamos dizer dele é que ficava indignado com as gracinhas e tolices que ouvia de alguns colegas (porque tinha dificuldades de dicção).
Estava em uma lan house, às 11 horas da manhã de uma sexta-feira, possivelmente jogando alguma coisa ou mexendo no msn. Foi morto com vários tiros, pelas costas. Talvez nem tenha tido tempo de ver seus algozes.
Foi ele. Poderia ter sido qualquer um de nós.

Um brigadiano parado numa esquina ali por perto teria impedido o que aconteceu. Mas não havia policial nenhum. Na Restinga não há praticamente policiamento, nem fiscalização de trânsito, nem muitas outras coisas.
Um dia antes estava na escola o prefeito de Porto Alegre. Imagino que neste dia houve polícia, jornalistas, guarda municipal, assessores, puxa-sacos e tudo mais.
Se o governo não garante minimamente a segurança de garotos de quinze anos às onze da manhã e em local público, para que serve um governo?

Não podemos ficar somente expondo nossa dor. Ela é sincera e precisa ser dita, mas isto não basta. Precisamos dar um sentido para além da perda e do sofrimento.
É preciso ir além, em nome do nosso amigo que morreu estupidamente. Em nome também de milhares de jovens de periferia que morrem assim no Brasil todos os anos.
Vamos cobrar dos governos, da polícia, da mídia. Fazer pressão, incomodá-los, exigir que façam aquilo para o qual são pagos. Para que estes absurdos parem de acontecer.

Se ficarmos calados, o Juarez será tratado como apenas mais um, um número a mais nas cifras da violência no Brasil.




[Foto: Juarez Fernando Oliveira Weber]

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Corra Lola, corra

Na C10 falamos sobre Édipo Rei, de Sófocles, a tragédia grega onde um homem é condenado pelos deuses a matar o pai e casar com a própria mãe. Era o destino então, do qual ele não podia fugir.
Agora na C20 assistimos ao filme "Corra Lola, corra" que funciona como um contraponto a Édipo.
Lola não tem destino algum traçado. E tem de correr contra o tempo para tentar conseguir salvar o namorado que se meteu em uma fria. O Tempo é o grande vilão da história. O Tempo e o acaso. Porque acontecem pequenos encontros, pequenos detalhes que mudam o final da história.
No You Tube há vários vídeos sobre o filme, clipes e tudo mais. Aí abaixo vai o trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=ta1Sn6MtC9w&feature=related



Prof. Elenilton


"A vida é uma aventura da qual não sairemos vivos", Mário Quintana

sábado, 16 de julho de 2011

Do Dolores para a música, o mundo

A pessoa concentrada aí da foto, à direita, é a nossa querida amiga Hellen.
A Hellen terminou o Ensino Fundamental no Dolores, em 2010. Um ano antes fez um teste e foi aprovada para a Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul.
Para quem quer saber mais sobre a orquestra, aí vai um endereço que leva até ela:

http://sul21.com.br/jornal/2011/07/orquestra-jovem-do-rs-e-fonte-de-talentos-que-alia-rigor-e-inclusao/


Beijos pra Hellen!
E pra quem gosta de música, uma dica: não desista, insista!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aristóteles, virtude e mediania

Aí abaixo reproduzo trechinho de um livro do Aristóteles, filósofo grego antigo que estamos estudando nas aulas de C20. Lembrem do que comentamos nas aulas.
Ele defendia que a felicidade para o ser humano está em encontrar o meio termo, a "mediania". Evitar os excessos. Uma vida feliz seria aquela em que a gente consegue juntar as três formas de felicidade possível: os prazeres, a liberdade cidadã e o conhecimento da filosofia.
Nossas virtudes são aquilo que temos de melhor. Ele as encontra na metade do caminho, entre um excesso e outro.
Em relação à coragem, não ser medroso nem destemido. Na alimentação, evitar comer demais mas também não comer tão pouco que leve à doença. Com o dinheiro, não ser o extravagante que fica gastando o que não tem, mas também não ser o avarento que é louco por dinheiro ao ponto de viver apenas para acumulá-lo. E assim por diante.
A virtude está em achar o "caminho do meio". E isto não é nenhuma moleza.

Professor Elenilton.



"Virtude diz respeito às paixões e ações em que o excesso é uma forma de erro...

Por outro lado, é possível errar de muitos modos (pois o mal pertence à classe do ilimitado e o bem à do limitado, como supuseram os pitagóricos), mas só há um modo de acertar.

Por isso, o primeiro é fácil e o segundo difícil – fácil errar a mira, difícil acertar o alvo. Pelas mesmas razões, o excesso e a falta são característicos do vício, e a mediania da virtude:

Pois os homens são bons de um modo só, e maus de muitos modos.

A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática.

E é um meio termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude entrar e escolhe o meio termo.

E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo."


Aristóteles

Em sua obra Ética a Nicômano