Blog de divulgação de trabalhos e idéias de estudantes e professores de Filosofia da Escola Municipal Dolores Alcaraz Caldas (Porto Alegre/RS).
Pesquisar este blog
Total de visualizações de página
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Como pesquisar? - passos 1, 2 e 3
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
O melhor e o pior da escola
Depoimentos de alunos e alunas da C10 e C20 sobre o que eles consideram o "melhor" e o "pior" da escola.
sábado, 8 de outubro de 2011
Seguindo no "Mundo de Sofia"
“Sofia, sei que pode achar loucura isso tudo, mas entenda que eu quero o seu melhor. Meu amigo Sócrates lhe entregou essa carta por um único motivo...se você quer descobrir qual, simplesmente passe o dia sem brigar, sem gritar, sem se preocupar, e quando for dormir relaxe, pense em coisas boas, memórias gratificantes, então saberá o motivo pelo qual lhe enviei tantas cartas com perguntas. Ass: /=/=/”
A garota achou esquisito, mas passou o dia sem gritar, brigar, sem se preocupar. Mas na hora de dormir ela realmente teve a tal surpresa, sentiu como se seu corpo estivesse se levantando sem ela poder controlar, flutuou com a sua alma bem alto até sentir algo lhe puxando para baixo com força. Então lembrou quando andou de bicicleta pela primeira vez, os machucados, as risadas... Finalmente chegou ao seu destino, uma sala branca com uma mesa enorme totalmente vazia. Sofia sentou-se na cadeira à espera de alguém, foi então que viu um homem branco com barba e roupas velhas, vindo em sua direção, não soube como agir, mas tentou falar:
Quem é o senhor?
Sou Deus, o Pai de todos vocês lá embaixo!
É sério? - falou gaguejando entre dentes.
Sim.
Bom, mas se você é Deus...tem todas as respostas que precisa, por que me mandou cartas com perguntas se você já tem todas as respostas?
É, sim, talvez eu tenha todas as respostas, mas gostaria de ver isso a partir do ponto de vista de uma garota, é ruim criar algo e não saber o que se passa dentro de sua cabeça, não saber se continua da mesma forma!
Eu não sei o que dizer... - falou Sofia.
Não diga nada criança, volte ao seu corpo. Viva, ame, lute, grite por todos que você ama, é só isso que eu quero que você faça, eu sei que você é forte o bastante para alertar todos sobre as suas forças interiores e o poder que todos vocês têm. Vocês são divinos, espalhe isso e seja feliz!
Como num piscar de olhos Sofia acordou. Ela se lembrava de tudo o que ouviu e tudo o que viu. No final do dia Sofia sentou em sua cama e pensou no que havia presenciado, foi então que percebeu que ela podia mudar a sua vida se acreditasse em todas as palavras que Deus disse. Um ano depois Sofia escreveu uma carta para Deus que dizia:
“Você é divino, você tem todas as armas que precisa, então lute por nós, porque isso tudo se tornou um inferno.
(em resposta a todas as suas perguntas)”
Érica Sena de Lima - turma C14
domingo, 2 de outubro de 2011
A verdade existe?
A verdade é uma coisa que todo mundo quer saber até quando existe. Num relacionamento, a verdade tem que estar no meio para poder dar certo. Mas não é possível ver o mundo da forma verdadeira, eu acho que não tem como. O mundo é uma bola, mas será que tem como nós vermos essa bola que é o mundo? Mas não sendo somente o desenho. Essa ao menos é a minha pergunta.
O ser humano sempre está estudando alguma coisa quando não está pensando em alguma coisa. O ser humano sempre quer descobrir coisas novas, é por isso que existe a disciplina de filosofia: é onde as pessoas estudam para saber do passado. É assim que existe a filosofia e a história, porque as duas disciplinas explicam um pouco dessa pergunta.
Mas sempre vai ficar essa pergunta: A verdade existe mesmo?
Aline de Cassia Penha Amaro, aluna da turma C12
quarta-feira, 30 de março de 2011
Memórias de estudante
Como era bom quando faltava um professor! Fazíamos uma festa! Tinha uma professora que gritou comigo várias vezes, eu odiava a aula dela e por isso não entendia nada da matéria. Uma outra debochou de mim quando eu disse que havia faltado no dia anterior por causa da enchente. Ela devia morar no outro lado da cidade para não saber do que nós sofríamos com as enchentes... Arremangar as calças até os joelhos e pôr os pés na água gelada, no inverno, às sete da manhã para ir pra aula definitivamente não é para qualquer um. Minhas professoras, por muito menos, deixavam de ir para a escola.
Até a quarta série eu era considerado um aluno exemplar, com direito a ler em público nas datas em que o colégio dava um cachorro quente e um copo de “ki-suco”. Não entendia muito o que estava lendo, mas as professoras gostavam. Minhas notas eram altíssimas, porque no colégio eu fugia dos problemas de casa. Nesta época me fizeram odiar o hino. Éramos obrigados a cantar uma coisa que nem entendíamos o que significava. O pior foi quando a diretora me chacoalhou e gritou “canta!”. Obrigavam a gente a marchar da vila até o centro da cidade, como se fôssemos soldadinhos de chumbo. Eu odiava isso.
Na quinta série uma vez levei uma suspensão. Briguei no recreio. Um olho ficou umas três vezes maior que o outro. Assinei o “livro negro”. Depois daquela briga percebi como é estúpido bater em alguém, como é estúpido apanhar também. Que grande bobagem! Minhas notas caíram mais que a confiança do povo nos políticos. Um dia apareceu escrito numa prova: “Você regrediu muito”. Fui direto para o dicionário, não sabia o que era regredir. Já era a segunda vez. Outro dia a professora de Português tinha me dito isso e eu achei graça. Ela ficou brava porque pensou que era deboche, mas eu estava rindo daquela palavra esquisita.
Na sétima série minha turma era a 71. Estudávamos pela manhã. No primeiro e no segundo bimestre não entendi nada do que estava acontecendo. Tirei vários “zero” nas provas. Marquei um encontro com uma menina para o último dia antes das férias de inverno. O nome dela era... bom, creio que não há necessidade de dizer o nome dela, não é? Acontece que no dia choveu. Eu fui até a escola, mas fiquei numa área coberta do lado de fora do portão. Esperei a tarde inteira e ela não apareceu. Meses depois soube que ela também passou a tarde suspirando e me esperando, só que do lado de dentro do portão...
As férias e a preguiça me acostumaram a dormir demais e a ler “de menos”. As aulas recomeçaram e eu não aparecia no colégio. Umas duas semanas depois, foram na minha casa me procurar. Mas não eram daquele colégio e sim do que eu estudava antes (chamado Mário Sperb). A dona Líria, uma orientadora educacional que atendia no SOE, mandou me chamar. Nem quis minhas explicações, foi logo me matriculando numa turma do noturno. Eu tinha treze anos e estava começando a trabalhar, cuidava de um estacionamento de uma farmácia. No ano anterior tinha sido vendedor de picolés.
Os professores e professoras eram diferentes, conversavam com a gente sobre qualquer coisa. Fui muito bem recebido e me aceitaram como eu era. Meus colegas eram mais velhos do que eu, e com eles aprendi a ouvir as pessoas mais velhas que têm muito mais experiência de vida do que a gente... O que fico me perguntando é o que teria acontecido comigo se ninguém tivesse me procurado, me ajudado. Com certeza hoje não seria professor e nem teria o prazer de conhecer as pessoas que agora lêem essas palavras, e que são para mim uma grande família.
Mas que grande falador sou eu. Lembrei de tantas coisas, falei tanto, mas o que eu queria mesmo era dizer pra você: aproveite bem o tempo que você passa aqui. A escola é um lugar onde a nossa vida acontece, onde a gente aprende coisas importantes e conhece pessoas. Meus amigos que abandonaram a escola quando eram adolescentes, hoje se lamentam e se arrependem. Espero que você saiba aproveitar este momento único da vida. O mundo precisa de pessoas que lêem e pensam, porque do jeito que as coisas estão não dá mais.
Elenilton Neukamp
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sofia e a foto misteriosa

Aquelas cartas eram muito estranhas, ela não conseguia entender o por que daquelas perguntas e como respondê-las. Ela pensava nas perguntas e vinham na sua cabeça várias respostas diferentes. Como saber qual a resposta certa?
Lá do seu esconderijo ela via a rua. De repente passou o carteiro, ela correu para ver se tinha outra carta na caixa de correio. Ela abriu a caixa e pegou outra carta amarela, ela pensava que naquela carta poderiam estar as respostas para aquelas perguntas difíceis.
Quando ela abriu, tinha uma carta e uma foto estranha. A foto mostrava uma família, mas só até o pescoço, os rostos não apareciam. E no fundo estava tudo escuro, como se tivessem tirado a foto de noite. Sofia se perguntou: por que tirar uma foto que não aparece o rosto?
Ela começou a ler a nova carta. Nela estava escrito: “Sofia, esta foto é de minha família, éramos uma família feliz até que ocorreu um....esquece este assunto. Então, você já conseguiu responder aquelas perguntas? Acho que não.”
Sofia jogou a carta no chão e pegou a foto. Ela reparou que a foto estava apagada, mas por quê? Ela reparou também que a última pessoa da foto tinha uma mão no ombro. E resolveu procurar a outra parte da foto. Mas onde procurar?
Então ela lembrou dos barulhos no mato. No outro dia foi correndo até a mata com a foto na mão. Ela andou muito até que achou um pedaço de papel rasgado e amassado no chão. Ela pegou, desamassou e viu que era mesmo a outra parte da foto, que tinha um homem e aparecia o seu rosto. Era todo deformado. Ela ficou espantada com o rosto daquele homem.
Então ela ouviu um barulho e um homem a pegou e a levou para o mato.
Sua mãe achou que ela estava demorando demais e ligou para a polícia. Dias depois a polícia encontrou o corpo dela e das outras pessoas da foto sem a cabeça, e os dois pedaços da foto. E o corpo do suspeito pelo assassinato com um tiro na cabeça.
E as perguntas continuaram sem respostas.
Carlos Luciano C. da Luz, C16
sábado, 20 de novembro de 2010
O Mundo de Sofia
Ela morava com sua mãe, seu pai era muito ausente pois trabalhava no mar, e só vinha nos finais de semana.
Sua mãe era muito religiosa, todos os dias ela acendia uma vela e fazia uma oração.
Certo dia Sofia recebeu uma carta, dizendo para ela ir morar em outro lugar, pois algo ruim aconteceria. Sofia saiu correndo, mostrar para sua mãe. A mãe de Sofia se assustou, pois pensou que fosse uma ameaça, mas depois pensou que aquela carta não fazia sentido, pois quem ameaçaria a elas que nunca fizeram mal a ninguém?
Depois de dois dias, nada havia acontecido. No terceiro dia Sofia tinha ido para a escola, e sua mãe foi fazer uma oração. Depois da oração foi até o mercado, depois pegou Sofia na escola, e quando chegou em casa algo terrível tinha acontecido. A casa estava em chamas, depois de algumas horas descobriram a causa do incêndio: teria sido uma vela que queimou a cortina, e o fogo começou. Sofia e sua mãe foram morar com a dona Cecília, vó de Sofia.
Lá ela continuou seus estudos, mas ficou muito triste, tinha perdido todos os seus livros.
Depois de algum tempo Sofia fez 16 anos, e na festa apareceu um rapaz moreno, muito educado e bonito. Seu nome era Carlos, ele era apaixonado por literatura e queria ser escritor, ele tinha a mesma idade de Sofia. Ele convidou Sofia para dançar, ela aceitou.
Depois de algum tempo, eles começaram a namorar, ele começou a escrever seu primeiro livro. Sofia perguntava sobre o que era a história. Ele não respondia.
Alguns anos depois, resolveram se casar. A mãe de Sofia e seu pai deram a benção, eles fizeram uma festa muito bonita.
Alguns anos depois, Sofia com 23 anos estava grávida. Depois de quase 10 meses nasceu Eliza. Então Eliza começou a ficar com a mãe de Sofia, pois ela trabalhava de garçonete e Carlos de servente de pedreiro.
Depois de algum tempo, Carlos publicou seu primeiro livro, que conta a história de vida de sua família.
Jackson Belmonte Gomes, C13
Este texto é uma sequência criada para a história de Jostein Gaarder, "O Mundo de Sofia". É um tema de casa das turmas de C10 da Escola Dolores Alcaraz Caldas, de Porto Alegre.